Caros Associados e Amigos,
Estamos de novo ao trabalho, depois de férias.  Destacamos desde já, neste mês de Setembro, três eventos: logo no dia 20, Os médicos na construção do serviço público de saúde SNS aos 40, na Ordem dos Médicos em Lisboa; no dia 24 em Queluz, VIH SIDA Que lições? e 26, no Porto, no Auditório do Hospital de Santo António, Infeções e Resistência aos Antibióticos Desafio Incontornável de Gestão.
Mas, até ao final do ano teremos um novo ciclo político e com toda a certeza novas políticas. Não se sabe ainda quais. Estamos no tempo das promessas. Há temas que não dependem das vontades e inevitavelmente estarão em cima da mesa.

Eis alguns:
Teremos mais ou menos investimento? Arriscaríamos que vamos ter mais. A rede prestadora do SNS necessita de atualizações profundas em equipamento e infraestruturas. Em muitas situações está no limite, com comprovámos em visita que realizámos ao hospital de Évora. Quanto ao investimento? Iremos ver.
A despesa será mais eficiente? Não se sabe. Depende das reformas que um novo governo estiver decidido a implementar. Nesta legislatura, a maioria das reformas previstas não tiveram desenvolvimentos significativos. Vivemos um momento de folga financeira. No entanto há quem diga que teremos mais próximo que se pensa situações de desconforto nesta matéria. Nesse caso a pressão para a eficiência na despesa adquirirá uma importância tal que a eficiência se poderá tornar a primeira das preocupações.
A polémica estará servida na política do medicamento. O pipeline dos medicamentos inovadores a alto custo está a dar notícias e dará mais noticias. As políticas de introdução e de negociação terão de ser ajustadas? Seguramente.

Médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, e outros profissionais das saúde. Um novo governo terá de reordenar quase tudo; carreiras, profissões, competências e remunerações. Haverá coragem para acordos globais?
Na iniciativa privada, o ciclo de investimento terminará, as parcerias de gestão também. Veremos o rearrumar da oferta e a reestruturação da procura? E a iniciativa social?
Os estilos de vida de alimentação continuarão a ser uma preocupação das políticas? E a segurança alimentar?

Esteja atento às próximas iniciativas.